Lindberg Revoredo
Consultor de marketing e publicitário
Articulista de HSM Management
lindbergrevoredo@yahoo.com.br
Se conhecessem e compreendessem e praticassem continuamente a prospecção para extrair a escala de valor desejado do consumidr e seu decorrente conceito de “versões” do produto, a Kodak não teria queimado o filme e as ferrovias americanas não teriam perdido o bonde
Tópicos do artigo:
Não é o produto que fica obsoleto, mas a “versão” / A versão não é o produto e o produto não é sua versão, ou uma de suas versões / O que a Kodak tinha em mãos (o filme) era apenas uma das várias versões que qualquer produto poderá ter ao longo do tempo / De posse da tecnologia, a 3M procurou encaixar seu produto na escala de valor desejado do consumidor para vários produtos / Pensar que a versão é o produto é o mesmo que fazer o chamado marketing do produto / Ironia das ironias: a Kodak inventou a máquina digital / A única função das empresas é vender o produto, não a tecnologia do produto / Por não conhecer o conceito de versões do produto as ferrovias americanas perderam o bonde / Mirar a escala de valor e pensar continuamente na próxima versão, garante a vitória na competição / Os programadores de computador são obrigados a praticar o conceito de versões do produto / De nada adianta praticar o conceito de versões do produto, sem prospectar a escala de valor desejado do consumidor / A mesma pedrinha com a qual David derrotou o gigante Golias, derrubou a poderosa indústria de relógios suíça / O fascínio paralisante da tecnologia já derrubou muitas empresas / O relógio de quartzo: confirmação do grande equívoco que é o conceito de “inovação” / O conhecimento da escala de valor desejado e seu decorrente conceito de versões do produto, cria as vantagens competitivas vencedoras / Por incrível que pareça, a indústria de chicotes para carruagens pode ter acabado pelo desconhecimento deste conceito / O Problema da Kodak não foi “falta de capacidade de adaptação” nem “incapacidade de se metamorfosear” como dizem as revistas, mas ignorância da ciência do marketing / O desconhecimento do conceito e a excelência da versão do filme que durou 100 anos, ajudou a criar a ilusão de que ele não era apenas mais uma “versão”, mas o produto / Mas um caso da ignorância do conceito de ”versões” e de como uma tecnologia revolucionária pode fazer uma versão infinitamente melhor do (mesmo) produto mas de uma forma radicalmente diferente/ O primeiro processador de textos foi criado em 1983 e até 1996 a Olivetti ainda não percebia que aquela era uma nova e ultrarevolucionária versão de seu produto / Satisfazer continuamente os itens da escala de valor desejado do consumidor para seu produto, é o verdadeiro “modelo de negócios” de qualquer empresa /
Não é o produto que fica obsoleto, mas a “versão”
Neste tempo de concorrência em ritmo frenético que vemos hoje, as empresas se alternam, cada uma na busca de novas vantagens competitivas visando superar o concorrente, cada uma tentando satisfazer um item mais elevado, mais um item da escala de valor desejado do consumidor para seu(s) produtos e assim causando a obsolescência do produto do concorrente, cada empresa a sua vez, e a cada vez em menor tempo. Eu disse obsolescência do produto do concorrente? Não, a obsolescência não é do produto, mas da “versão” do produto fabricada pelo do concorrente.
Sem entendermos que o produto não é sua versão, que o produto é aquele que está descrito na escala de valor desejado do consumidor para cada produto e não suas versões que a cada vez que são criadas tentam satisfazer um número cada vez maior de itens da escala de valor desejado do consumidor para cada produto, jamais teremos uma ciência do marketing verdadeira, comprovada em fatos, eficaz.
A versão não é o produto e o produto não é sua versão, ou uma de suas versões
O conhecimento e compreensão deste conceito teria garantido à Kodak a manutenção de sua posição de liderança do mercado de fotografias e a teria livrado deste lamentável retrocesso que quase dizimou a empresa, como contam as revistas especializadas.
Segundo a revista Exame, recentemente a Kodak mandou implodir em sua sede , nos Estados Unidos, nada menos que 100 prédios que agora para nada servem.
Se ela tivesse, em primeiro lugar, conhecimento do verdadeiro nome de seu produto, dado pelo seu comprador, que é o único que conhece o verdadeiro nome de todos os produtos, o consumidor, que é “captura e impressão de imagens com a maior definição possível, com visão do resultado da captura e da maneira mais rápida possível, pelo preço mais baixo possível”, que ao final, é a síntese de todos os itens da escala de valor do consumidor para o produto fotografia.
O que a Kodak tinha em mãos (o filme) era apenas uma das várias versões que qualquer produto poderá ter ao longo do tempo
Se soubesse que o produto não é aquilo que ela tem em mãos para vender e sua tecnologia, mas apenas uma das várias versões que o produto terá ao longo do tempo, tentando satisfazer determinado número de itens da escala de valor desejado do consumidor, ficaria sempre antenada, prospectando e mirando diuturnamente a escala do consumidor e procurando satisfazer a cada dia itens de valor mais elevado ainda, e não com o olhar hipnotizado, fixo, para a versão do produto que ela tem em mãos e a tecnologia empregada nele, e permanecesse incansavelmente procurando (antes que o concorrente o fizesse), meios, métodos, maneiras (tecnologias) através das quais pudesse satisfazer de maneira objetiva, a cada dia, um item de valor cada vez mais alto da escala de valor do consumidor para seu produto, visando chegar atender toda a escala ( até o momento não se conseguiu tal feito para nenhum produto), e sempre, de posse do conhecimento da escala, e prospectando o consumidor para conhecer cada vez mais itens, sempre alerta, de prontidão, atenta a um novo item de valor descoberto e a um método, uma nova tecnologia que possa vir surgindo nos arredores ou dentro de sua própria empresa, para materializar a nova versão do produto que satisfaça a estes novos itens de valor desejado descobertos (ou ainda não.
De posse da tecnologia, a 3M procurou encaixar seu produto na escala de valor desejado do consumidor para vários produtos
É possível, com uma versão de um produto criado por uma nova tecnologia de função ou aplicação ainda desconhecida, definida, encaixá-la em itens descobertos da escala de valor do consumidor de algum ou alguns produtos, como fez 3M com o náilon, por exemplo: procurando, encaixou sua descoberta em itens elevados da escala de valor do consumidor para vários produtos diferentes)
Pensar que a versão é o produto é o mesmo que fazer o chamado marketing do produto
E desviando assim, completamente a atenção da versão (o chamado marketing voltado para o produto) que tinha em mãos e fugindo desta maldição recorrente de pensar que uma das versões do produto que tem em mãos , é o produto completo.
Porém, ironia das ironias, e isso faz este triste case da Kodak ser um exemplo clássico desta falha que apontamos , é que ela própria foi a inventora da máquina fotográfica digital.e por não entender a escala de valor desejado do consumidor e o seu decorrente conceito de versões do produto (cada versão atende a um ou mais itens da escala de valor desejado, não a escala toda, portanto não é o produto completo, e por isso não se pode parar a busca de novas versões, para satisfação de mais itens desejados, antes do concorrente).
Ironia das ironias: a Kodak inventou a máquina digital
Compreendendo a escala e consequentemente as versões do produto que atendem os itens de valor da escala é possível fugir da maldição do fascínio paralizante que exerce a tecnologia empregada na versão, tão eficaz, mas que somente pode atender a uns poucos itens da escala de valor desejado do consumidor para o produto.
Vamos repetir: A empresa não vende tecnologia do produto ao consumidor e o consumidor não compra a tecnologia embutida na versão do produto. Mas o valor desejado que ela materializa.
Ao comprador não importa nem um pouco a engenhosidade do processo que possibilitou a satisfação de seu valor desejado.
Mas pelo que se vê, o vendedor, o fabricante tem sempre tendência a idolatrar a tecnologia e ficar preso a ela e consequentemente à versão do produto produzido através dela, enquanto o concorrente passa à frente com uma nova versão.
A única função das empresas é vender o produto, não a tecnologia do produto
Esquecendo o óbvio dos óbvios, que a função da tecnologia empregada, alta ou baixa, tem ao final uma relevância secundária no processo de comercialização, a venda de produtos, que é a única função de toda e qualquer empresa, como disse Peter Drucker.
Estas tecnologias que fascinam ( e existem muitas tecnologias realmente fascinantes mas que não servem para comercializar coisa alguma) Que permitem fabricar aquele engenho lindo e complexo, de funcionamento
Na maioria das vezes o fabricante se confunde e não reconhece uma nova versão do produto
impressionante, mas que não serve para nada, que ninguém precisa dele, que a ninguém interessa comprar. Como muitas vezes a maneira de fazer, a tecnologia, é diferente, o fabricante se confunde quando lhe é apresentada uma nova versão do produto que atende a mais itens de valor da escala, mas com uma forma de fazer radicalmente diferente.
A busca de tecnologia é um segundo movimento, após saber, através de prospecção, os itens de valor desejado da escala de valor do consumidor.
Por não conhecer o conceito de versões do produto as ferrovias americanas perderam o bonde
Um dos primeiros exemplos clássicos do desconhecimento da escala de valor do consumidor e consequentemente do nome verdadeiro do produto (que somente o consumidor sabe) que automaticamente nos remete para o conceito de versões do produto, foram as ferrovias americanas no início do século. Se soubessem da existência do conceito da escala de valor do consumidor, e prospectassem para conhecê-la, perceberiam que não vendiam trens, mas transportes, ou que, melhor ainda, que o comprador não comprava trens, mas transportes por quaisquer meios (quaisquer veículos).
Eles sabiam o que vendiam mas não o que o consumidor comprava, e este é o x da questão. O produtor, o fabricante saber o que vende não prospera a empresa, mas saber o que o consumidor compra. Sabedores do conceito, por simples dedução concluiriam que seus trens, aquele meio, aquele veículo usado para transportar pessoas, era apenas uma das “versões” do produto transportes que atendia a tão somente uns poucos itens de baixo valor da escala de valor desejado do consumidor para o produto.
Mirar a escala de valor e pensar continuamente na próxima versão, garante a vitória na competição
E se houvessem mirado continuamente, fixamente a escala de valor para o produto transportes e não a “versão” que tinham em mãos, veriam que naquele exato momento já estavam surgindo de todos os lados, várias novas versões deste produto (transportes) que atendiam a itens de valor bem mais elevados da escala de valor do consumidor, como o automóvel, o avião, etc., e já iriam se prevenindo contra obsolescência natural da versão do produto que possuíam, passando a investir, antes que ela chegasse nestas novas versões pelas mãos da concorrência que atendiam a mais itens da escala de valor, antes que concorrentes antigos ou novos o fizesse.
Os programadores de computador são obrigados a praticar o conceito de versões do produto
Existe um produto que por sua própria natureza, impede que seus produtores se confundam, que não compreendam o conceito de versões do produto, ainda assim incorrendo muitas vezes no erro de criar uma nova “versão” que não satisfaça novos itens da sua escala de valor do consumidor, por desconhecimento de como o consumidor compra, de sua escala de valor desejado para todos os produtos, que são
os programas de computador.
Porque a tecnologia empregada é basicamente a mesma, para que o negócio continue lucrativo eles são obrigados a criar uma nova versão do produto que atenda a itens de valor desejado cada vez mais altos, não somente para ter uma vantagem competitiva perante algum concorrente que surja, mas principalmente para a sobrevivência do próprio negócio.
De nada adianta praticar o conceito de versões do produto, sem prospectar a escala de valor desejado do consumidor
Como programas de computador são produtos que não quebram, não se joga no lixo, não há perigo de roubo, nem substituição de peças que deterioram, como não são como produtos tangíveis, físicos (carros, eletrodomésticos, etc.) que necessitam de uma recompra após um tempo de uso pelo desgaste ou envelhecimento das peças obrigando a uma reposição do produto, à compra de um aparelho novo em substituição ao velho jogado no lixo sem necessariamente ter sido criada uma nova versão, para que as vendas não cessem, e a empresa não abra falência, eles são obrigados a criar continuamente novas versões do programa que atendam a mais itens da escala de valor desejado do consumidor para este produto, e assim possam vender mais uma vez para o mesmo comprador (Para resolver este crucial problema, muitas empresas de informática não vendem a posse definitiva da versão do programa mediante um único pagamento, mas “alugam” as versões).
O conceito de versões está incrustrado, implícito dentro do seu processo de comercialização deste produto, em seu marketing, sendo portanto impossível ao seu fabricante não conhecer e não empregar o conceito de versões.
A mesma pedrinha com a qual David derrotou o gigante Golias, derrubou a poderosa indústria de relógios suíça
Outro exemplo aconteceu com a indústria suíça de relógios que foi destruída por uma versão deste produto criada com uma tecnologia que chamo de “desinovação”, e este case deixa mais uma vez bem claro o grande equívoco que é o uso da prática do conceito de “inovação” (a criação aleatória de novos produtos de alta tecnologia, como recurso de a empresa conseguir vantagens competitivas frente à concorrência). Um fragmento de um simples seixo rolado destruiu de uma só vez a poderosa indústria suíça de relógios (está parecendo a pedrinha que David usou para derrubar o gigante Golias).
Uma versão do produto relógio, usando uma tecnologia simplificada derrubou outra versão com uma tecnologia muito mais complexa, quando se pensa que o comum é acontecer o contrário. Um fragmento de seixo comum, substituiu com um grau de eficácia infinitamente maior, toda uma tecnologia complexa.
O relógio de quartzo: confirmação do grande equívoco que é o conceito de “inovação”
A nova versão para o produto relógio era tão simples e tão diferente na aparência e anulava totalmente a antiga tecnologia tão sofisticada, que quando foi apresentado aos representantes da indústria suíça de relógios eles disseram: “não tem corda, não tem mecanismo, não tem rubis, então não é relógio”.
A maldição do fascínio da alta tecnologia ajudou a impedir de ver a verdade: que o consumidor não compra tecnologia mas o resultado que ela cria, produz e se esse resultado satisfaz a itens de valor desejado de sua escala de valor para o produto. Ele não valoriza tal ou qual tecnologia. A ele pouco ou nada está importando a tecnologia empregada.
O fascínio paralisante da tecnologia já derrubou muitas empresas
Com um mínimo de lucidez, sem pesquisas do consumidor, perceberiam que o que importava era o grande valor desejado do consumidor para o produto relógio que a versão feita com o quartzo realizava em um grau jamais alcançado pela antiga tecnologia engenhosa: a precisão, a pontualidade na contagem, na marcação do tempo, e que aquela versão estava obsoleta pela nova, com menos tecnologia, mas infinitamente mais eficaz.
O resto da história todo mundo sabe. A indústria japonesa de relógios a quartzo dizimou a indústria suíça de relógios. Prova definitiva de que o comprador somente compra o seu mais alto valor desejado e não tecnologias.
O conhecimento da escala de valor desejado e seu decorrente conceito de versões do produto, cria as vantagens competitivas vencedoras
A filosofia inicial do pós-guerra da indústria japonesa de não fazer nada novo, mas fazer a mesma coisa melhor, ao final é uma percepção básica do conceito de versões do produto, o qual está atrelado e é decorrente, dependente, do conceito da escala de valor desejado do consumidor para todos os produtos e para determinada circunstância . De nada adianta fazer novas versões que não atendam a novos itens desta escala. É quase a mesma coisa que praticar o famigerado conceito das “inovações aleatórias”:criar produtos que a ninguém interessa comprar.
Por incrível que pareça, a indústria de chicotes para carruagens pode ter acabado pelo desconhecimento deste conceito
Por mais hilário que possa parecer, a indústria de chicotes para carruagem também acabou por desconhecimento da existência da escala de valor desejado do consumidor e de seu decorrente conceito de “versões” do produto. Por mais absurdo que pareça, o chicote para carruagens é uma primeira versão do acelerador do automóvel, como o cavalo é uma versão anterior do motor, queiramos ou não.
Continuar ou não no ramo de “equipamentos para aceleração”, ou começar a fabricar o veículo todo (porque afinal de contas, mesmo fabricando um componente só, o chicote, ele queira ou não, está no ramo de transportes). ou criar um novo negócio, é apenas uma decisão administrativa, de avaliação das chances de poder competir no novo negócio ou não. Uma questão que tem a ver com a escala de valor do vendedor, não com a escala de valor desejado do comprador.
O Problema da Kodak não foi “falta de capacidade de adaptação” nem “incapacidade de se metamorfosear” como dizem as revistas, mas ignorância da ciência do marketing mesmo
Concluindo, não se trata de “falta de capacidade de adaptação” nem de “não conseguir se metamorfosear” nem “falta de capacidade de reconhecimento da obsolescência do produto” como falam as revistas de negócios se referindo à Kodak. Estas três expressões não são princípios da ciência do marketing, não dão um diagnóstico sobre o ocorrido nem sugerem uma solução para o problema.
O que ocorreu foi o desconhecimento da parte da Kodak do conceito de “versões”, nada mais. De não ter a consciência de que ela não possuía o produto, mas apenas uma das versões, que, concordemos, atendeu por muitíssimos anos a itens elevados do consumidor para o produto fotografia, mas como ninguém conhece o último item da escala de valor de nenhum produto (a versão que materializa o produto completo, a escala completa) , ela não tinha a consciência de que sempre é preciso considerar apenas como versão, a versão mais recente, e portanto considerar que ela estará sempre sujeita à obsolescência.
E as primeiras versões, as versões anteriores ficaram tão distantes no passado(100 anos), o daguerreótipo por exemplo, e o fato de a versão do filme de celulóide ter atendido a inúmeros itens de valor desejado em relação às versões anteriores, o que concorreu mais ainda para a descompreensão completa do conceito de versões, de sua inevitável obsolescência, contribuindo para a completa ilusão de que eles estavam de posse da versão definitiva, da versão final do produto, que atenderia do primeiro ao último item da escala de valor desejado do consumidor para o produto fotografia.
O desconhecimento do conceito e a excelência da versão do filme que durou 100 anos, ajudou a criar a ilusão de que ele não era apenas mais uma “versão”, mas o produto
Para ilustrar, vamos lembrar alguns dos novos itens atendidos pela nova versão(máquina digital) sobre a anterior (o filme de celulóide)? O barateamento total dos custos, o tamanho do equipamento(portabilidade, um altíssimo valor desejado, veja o grande sucesso da Exilim), a qualidade (resolução) da foto (apesar de que o método anterior já era muito bom. O imediatismo da visualização do resultado. Atendido por um outyro equipamento usando a tecnologia antiga, mas com um custo alto; a duplicação da foto em papel a um custo baixíssimo por impressoras caseiras a jato de tinta ou laser. Etc. Tem que ter bola de cristal para antever tudo isso? Não, é preciso conhecer a ciência verdadeira do marketing, comprovada em fatos e não oriunda de achismos. E de profissionais com conhecimento da ciência verdadeira,sensibilidade e dom. Todos os bons profissionais em qualquer áreas do conhecimento humano tem estas mesmas características.
Mas um caso da ignorância do conceito de ”versões” e de como uma tecnologia revolucionária pode fazer uma versão infinitamente melhor do (mesmo) produto mas de uma forma radicalmente diferente
Outro caso que mostra quão importante é ficar sempre de prontidão prospectando, extraindo e mirando diuturnamente, monitorando a escala de valor do consumidor e procurando uma maneira, uma tecnologia para criar uma nova versão que atenda a mais itens da escala, ou observando alguma tecnologia que possa vir surgindo nos arredores e que de repente criem uma nova versão atendendo a tantos itens de valor desejado da escala de valor do consumidor, que a versão anterior pareça construída na idade da pedra, é o caso da máquina de escrever Olivetti e o computador com seu processador de textos.
Enquanto, totalmente desatenta pelo desconhecimento do conceito de “versões”, estava fazendo as chamadas “inovações incrementais”, pequenas melhorias (pequenas “inovações” de forma aleatória, não baseadas nas informações precisas da escala de valor) na versão antiga usando praticamente a mesma forma de fazer, a mesma tecnologia, uma nova tecnologia ultrarevolucionária vinha surgindo sorrateiramente e possibilitando criar uma versão (composta da parte física e do software) que de uma só vez atendia a itens inimagináveis de valor desejado que a versão anterior jamais poderia fazer e com uma tecnologia, uma forrna de fazer a mesma coisa de uma maneira deslumbrantemente e espetacularmente diferente , aumentando ao infinito as possibilidades de satisfação de uma quantidade imensa de itens da escala de valor desejado do consumidor para este produto.
O primeiro processador de textos foi criado em 1983 e até 1996 a Olivetti ainda não percebia que aquela era uma nova e ultrarevolucionária versão de seu produto
Do mesmo jeito que a tecnologia pode ter efeito paralisante diante da simplicidade tecnológica de uma nova versão, como no caso do relógio a quartzo, a alta tecnologia a mais das vezes produz uma versão tão revolucionaria na forma e no desempenho, que o fabricante jamais reconhecerá que aquela é apenas uma nova versão de seu produto, se não conhecer o conceito de “versões”.
Em 1983 foi criado para a IBM o primeiro programa processador de textos, o Word 1. A Olivetti continuou fabricando suas máquinas de escrever consideradas de design mais belo do mundo, e pensando que tinha o produto completo nas mãos e não apenas uma versão.
Reportagens contam que em 1996, 13 anos depois do primeiro processador de textos, demonstrando uma total desatenção pelo advento do processador de textos, fato notório que estava acontecendo diante de seus olhos, ela estava ainda perdida com a obsolescência completa de sua versão do produto, (que comprovando mais uma vez sua ignorância destes princípios da ciência do marketing, ela chamava aquela sua pobre versão de seu “modelo de negócios”.
Satisfazer continuamente os itens da escala de valor desejado do consumidor para seu produto, é o verdadeiro “modelo de negócios” de qualquer empresa
O verdadeiro “modelo de negócios” de qualquer empresa é satisfazer continuamente os itens da escala de valor desejado do consumidor por quaisquer meios, antes que o concorrente o faça, o que presume uma seqüência de versões, uma criando na maioria das vezes a obsolescência completa da outra. Este é um princípio basilar da ciência do marketing), e por desconhecer o seu nome verdadeiro que é “equipamento para escrita da maneira mais rápida possível, com a máxima limpeza possível (sem sujar as mãos} com o menor e mais prático trabalho de revisão do texto, ( revisar o texto escrito sem rasgar papel e ter de reescrever tudo outra vez), com a impressão do texto a mais rápida e mais limpa possível e viabilizada por qualquer método tecnológico” e que ela chamava de máquina de escrever.


